Margareth ou Margo, como era chamada por seu marido, ah... só de pensar em Gil sentia seu corpo tenso de tanta excitação, mas como ia dizendo Margo era uma negra alta, corpo escultural, que apesar de não frequentar mais a academia, o que fazia com obsessão, quando desfilava em sua escola de samba do coração, chamava a atenção por onde passava.
Naquele dia em especial estava radiante pois, Gil chegara cedo em casa, as crianças estavam na rua e seu homem sabia aproveitar bem os prazeres no corpo de uma mulher. Caminhando em sua sandália plataforma, jeans colado ao corpo e uma blusa de alcinha que ajudavam a valorizar mais ainda suas formas ela ia pensando em como fora boa a noite com seu homem, tivera sorte Gil era um amante sem igual, pai presente que trazia os filhos sob rédea curta é claro que tinha o problema de às vezes se deixar levar por algum rabo de saia, mas ela sabia que não era culpa dele afinal, um negro lindo como aquele, com mais de 1,90m de altura, seus 90kg de puro músculo e aquela boca em formato de coração, não passa despercebido em lugar algum. Ahhh... suspirou é tinha sorte mesmo.
Trabalhava em uma loja de departamentos, em um bairro classe média-alta, de segunda a sábado, ufa... que bom que já é sexta... entrando na loja cumprimentou o segurança:
- Bom dia João.
- Bom dia Margozinha do meu coração.
- Pára de graça João sou mulher casada respeita.
- Ah, Margozinha fica zangada não, pô tu é mulher de parar o trânsito nega quem dera ter uma assim lá em casa aliás, um dia você ainda vai ser minha.
Todo dia era a mesma coisa, sabia que João olhava para ela de forma diferente dos demais colegas, sabia que em suas "brincadeiras" falava a verdade, ele "babava" por ela até na frente da mulher porém, naquele dia sentira um mal estar com suas palavras e por isso foi em frente sem se dar o trabalho de responder.
Chegou no vestiário trocou de roupa e antes do horário já estava em seu posto, era responsável por um dos sanitários da loja, o pior de todos pois, ficava no primeiro piso ao lado da entrada. A loja tinha 3 andares, com 4 sanitários por andar, cliente nenhum poderia reclamar pois a loja oferecia toda uma variedade de produtos e todo conforto aos seus clientes.
O dia transcorreu tranquilamente até que perto do horário de fechamento da loja entrou no banheiro uma mulher bonita, bem vestida, carregando alguns pacotes, mas o que chamou a atenção de Margo foram dois detalhes; primeiro a mulher não tinha nenhum pacote de sua loja e segundo ela estava muito apressada, ao entrar quase que correndo dera uma trombada em Margo, por entre os dentes pediu desculpas e entrou no boxe. Novamente Margo sentira aquele mal estar porém, deu de ombros, afinal vai ver que a pobre coitada só estava apertada para ir ao banheiro, mal sabia Margo o que a aguardava.
Chegando na porta do sanitário viu um corre-corre e percebeu que haviam pego alguém no alarme em seguida lembrou-se da pressa da senhora que entrara e, quando viu João que era o chefe da segurança, passar acompanhando outra mulher chamou-o porém sua tentativa foi em vão pois por trás dela a senhora deu uma corrida e alcançou a calçada sumindo entre os transeuntes e por outro lado João fez-lhe sinal de que voltaria depois.
Margo respirou fundo afinal nada poderia fazer pois a senhora já ganhara a rua ao perceber que seus colegas se preparavam para fechar a loja deu um último retoque nos boxes e, quando preparava-se para sair percebeu uma bolsa em cima do balcão da pia. Aproximou-se e olhando dentro da sacola viu um envelope pardo apalpou e não consegui atinar o que estava em seu interior.
Respirou fundo, pegou suas coisas e a sacola e quando saiu do sanitário percebeu que a loja estava fechada e, obviamente, o achados e perdidos também e agora o que faria. Tentou encontrar João porém ele estava na delegacia formalizando a queixa contra a ladra que fora pega.
Pensou em seus filhos e seu homem que a esperava sentiu um calor gostoso e decidiu que, provavelmente, a senhora voltaria no dia seguinte para reclamar seu pacote, por isso não perderia mais tempo, trocou de roupa e foi pra casa levando a sacola.
Sábado apesar da tranquilidade do dia, Margo sente seu coração apertado, nada da dona da sacola voltar e já não podia mais entregar no achados e perdidos pois, tinha certeza, de que seria chamada a atenção por não ter feito isso no dia anterior e, não podia correr o risco de perder o emprego, o gerente é muito severo no que diz respeito a honestidade e, claro ele não acreditaria que o setor onde deveria entregar a sacola já estava fechado quando ela a encontrou.
O final de semana é tranquilo para Margo, apesar de Gil ter chegado no sábado com a triste notícia de sua demissão, claro que injusta, afinal Gil era trabalhador, honesto, não faltava um dia e nem chegava atrasado, simplesmente porque o patrão encrencara com ele achando que Gil estava interessado em sua mulher, agora vejam só se Gil iria querer alguma coisa com aquela branquela sem graça, é claro que ela devia estar dando em cima dele e o marido, como todo corno, não via isso. Tadinho do Gil sempre tão perseguido até parece que tem culpa de ser tão bonito, viril e sarado ele ficava até mais tarde no trabalho só para fechar a loja para a branquela, que injustiça.
Passam-se alguns dias e nada da dona da sacola aparecer. Margo deixa a sacola em seu armário em casa, afinal de que adianta ficar carregando aquele peso morto.
Margo e Gil tinham três filhos, Vanessa com 14 anos, estudiosa, mulata bonita que herdara a beleza da mãe, ajudava nos afazeres domésticos, vaidosa já namorava a algum tempo Thiago, o garoto mais cobiçado da comunidade. Júnior, mesmas características do pai, contava com seus 13 anos, não queria nada com estudos, ganhava alguns trocados ajudando a carregar compras na mercearia do Seu Joaquim e Leandro, com seus 5 anos, ficava aos cuidados dos irmãos.
Algumas semanas passaram e, diante do desemprego de Gil, a situação financeira da família estava muito apertada, ao chegar a noite em casa em um dia de semana Margo encontrou Leandro com febre alta, depois de fazer de tudo para baixar a febre e não conseguir levou ao hospital municipal mais próximo. O diagnóstico não foi nada animador, Leandro estava com pneumonia dupla e precisava de remédios caros, excelente alimentação e tudo na hora certa.
Margo voltou pra casa com o filho sem saber o que faria, não tinha mais dinheiro, Gil ficara menos de três meses no emprego e ela já tinha estourado sua cota de vales no mês.
Colocou Leandro na cama, sentou-se na sala tentando encontrar uma saída, sem nenhum motivo lembrou-se da sacola que estava do mesmo jeito no fundo de seu guarda-roupas. Abriu o envelope e quase teve um enfarto quando deu de cara com vários maços de notas de R$ 50,00 (cinquenta reais). Ficou tentando concatenar as idéias, contaria pra Gil o que havia encontrado? melhor não, pegaria apenas o suficiente para comprar os remédios e alimentação adequada para Leandro e no fim do mês colocaria o dinheiro no lugar. Não podia ficar com aquilo não lhe pertencia. Daria um jeito de assim que devolvesse o dinheiro colocar aquele pacote em qualquer lugar na loja para que o dono recebesse de volta.
Assim Margo no dia seguinte foi à farmácia, à mercearia e antes de ir pro trabalho deixou tudo pronto para Leandro em casa com instruções para que seus irmãos o medicassem e alimentassem na hora certa.
Levou uma das notas para o trabalho pois tinha visto um vestido lindo, de R$ 49,90, e como tinha o aniversário de 15 anos da filha da Suzi, na quadra da escola compraria, ia devolver mesmo o dinheiro, tinha certeza de pegar algumas notas emprestadas não faria mal a ninguém.
Chegou para o trabalho um pouco atrasada mas, diante da receita médica de Leandro, o Gerente abonou seu atraso.
Na hora de almoço, ligou para casa para saber notícias de Leandro, estava sem febre, tomou os remédios no horário e tinha comido pouco mas, pelo menos, comeu alguma coisa. Mais tranquila, apesar da noite mal dormida, Margo almoçou e feliz da vida foi experimentar o vestido, ficou lindo satisfeita com o que via no espelho, foi ao caixa pagar. A caixa registrou, pegou o dinheiro das mãos de Margo, olhou de um lado, olhou do outro, devolveu a nota pra Margo e pediu que aguardasse pois tinha dado um problema no caixa.
Margo ficou aguardando enquanto conversava, discretamente, com a balconista, distraída não viu nada de anormal até que João falou em seu ouvido para acompanhá-lo. Levou um susto com a proximidade e mais ainda com o tom de voz de João. Olhou em volta querendo entender mas as pessoas não pareciam estar percebendo nada. Com as pernas trêmulas e, os pensamentos mais contraditórios, foi caminhando bem devagar para a sala da segurança.
Continua ...
Naquele dia em especial estava radiante pois, Gil chegara cedo em casa, as crianças estavam na rua e seu homem sabia aproveitar bem os prazeres no corpo de uma mulher. Caminhando em sua sandália plataforma, jeans colado ao corpo e uma blusa de alcinha que ajudavam a valorizar mais ainda suas formas ela ia pensando em como fora boa a noite com seu homem, tivera sorte Gil era um amante sem igual, pai presente que trazia os filhos sob rédea curta é claro que tinha o problema de às vezes se deixar levar por algum rabo de saia, mas ela sabia que não era culpa dele afinal, um negro lindo como aquele, com mais de 1,90m de altura, seus 90kg de puro músculo e aquela boca em formato de coração, não passa despercebido em lugar algum. Ahhh... suspirou é tinha sorte mesmo.
Trabalhava em uma loja de departamentos, em um bairro classe média-alta, de segunda a sábado, ufa... que bom que já é sexta... entrando na loja cumprimentou o segurança:
- Bom dia João.
- Bom dia Margozinha do meu coração.
- Pára de graça João sou mulher casada respeita.
- Ah, Margozinha fica zangada não, pô tu é mulher de parar o trânsito nega quem dera ter uma assim lá em casa aliás, um dia você ainda vai ser minha.
Todo dia era a mesma coisa, sabia que João olhava para ela de forma diferente dos demais colegas, sabia que em suas "brincadeiras" falava a verdade, ele "babava" por ela até na frente da mulher porém, naquele dia sentira um mal estar com suas palavras e por isso foi em frente sem se dar o trabalho de responder.
Chegou no vestiário trocou de roupa e antes do horário já estava em seu posto, era responsável por um dos sanitários da loja, o pior de todos pois, ficava no primeiro piso ao lado da entrada. A loja tinha 3 andares, com 4 sanitários por andar, cliente nenhum poderia reclamar pois a loja oferecia toda uma variedade de produtos e todo conforto aos seus clientes.
O dia transcorreu tranquilamente até que perto do horário de fechamento da loja entrou no banheiro uma mulher bonita, bem vestida, carregando alguns pacotes, mas o que chamou a atenção de Margo foram dois detalhes; primeiro a mulher não tinha nenhum pacote de sua loja e segundo ela estava muito apressada, ao entrar quase que correndo dera uma trombada em Margo, por entre os dentes pediu desculpas e entrou no boxe. Novamente Margo sentira aquele mal estar porém, deu de ombros, afinal vai ver que a pobre coitada só estava apertada para ir ao banheiro, mal sabia Margo o que a aguardava.
Chegando na porta do sanitário viu um corre-corre e percebeu que haviam pego alguém no alarme em seguida lembrou-se da pressa da senhora que entrara e, quando viu João que era o chefe da segurança, passar acompanhando outra mulher chamou-o porém sua tentativa foi em vão pois por trás dela a senhora deu uma corrida e alcançou a calçada sumindo entre os transeuntes e por outro lado João fez-lhe sinal de que voltaria depois.
Margo respirou fundo afinal nada poderia fazer pois a senhora já ganhara a rua ao perceber que seus colegas se preparavam para fechar a loja deu um último retoque nos boxes e, quando preparava-se para sair percebeu uma bolsa em cima do balcão da pia. Aproximou-se e olhando dentro da sacola viu um envelope pardo apalpou e não consegui atinar o que estava em seu interior.
Respirou fundo, pegou suas coisas e a sacola e quando saiu do sanitário percebeu que a loja estava fechada e, obviamente, o achados e perdidos também e agora o que faria. Tentou encontrar João porém ele estava na delegacia formalizando a queixa contra a ladra que fora pega.
Pensou em seus filhos e seu homem que a esperava sentiu um calor gostoso e decidiu que, provavelmente, a senhora voltaria no dia seguinte para reclamar seu pacote, por isso não perderia mais tempo, trocou de roupa e foi pra casa levando a sacola.
Sábado apesar da tranquilidade do dia, Margo sente seu coração apertado, nada da dona da sacola voltar e já não podia mais entregar no achados e perdidos pois, tinha certeza, de que seria chamada a atenção por não ter feito isso no dia anterior e, não podia correr o risco de perder o emprego, o gerente é muito severo no que diz respeito a honestidade e, claro ele não acreditaria que o setor onde deveria entregar a sacola já estava fechado quando ela a encontrou.
O final de semana é tranquilo para Margo, apesar de Gil ter chegado no sábado com a triste notícia de sua demissão, claro que injusta, afinal Gil era trabalhador, honesto, não faltava um dia e nem chegava atrasado, simplesmente porque o patrão encrencara com ele achando que Gil estava interessado em sua mulher, agora vejam só se Gil iria querer alguma coisa com aquela branquela sem graça, é claro que ela devia estar dando em cima dele e o marido, como todo corno, não via isso. Tadinho do Gil sempre tão perseguido até parece que tem culpa de ser tão bonito, viril e sarado ele ficava até mais tarde no trabalho só para fechar a loja para a branquela, que injustiça.
Passam-se alguns dias e nada da dona da sacola aparecer. Margo deixa a sacola em seu armário em casa, afinal de que adianta ficar carregando aquele peso morto.
Margo e Gil tinham três filhos, Vanessa com 14 anos, estudiosa, mulata bonita que herdara a beleza da mãe, ajudava nos afazeres domésticos, vaidosa já namorava a algum tempo Thiago, o garoto mais cobiçado da comunidade. Júnior, mesmas características do pai, contava com seus 13 anos, não queria nada com estudos, ganhava alguns trocados ajudando a carregar compras na mercearia do Seu Joaquim e Leandro, com seus 5 anos, ficava aos cuidados dos irmãos.
Algumas semanas passaram e, diante do desemprego de Gil, a situação financeira da família estava muito apertada, ao chegar a noite em casa em um dia de semana Margo encontrou Leandro com febre alta, depois de fazer de tudo para baixar a febre e não conseguir levou ao hospital municipal mais próximo. O diagnóstico não foi nada animador, Leandro estava com pneumonia dupla e precisava de remédios caros, excelente alimentação e tudo na hora certa.
Margo voltou pra casa com o filho sem saber o que faria, não tinha mais dinheiro, Gil ficara menos de três meses no emprego e ela já tinha estourado sua cota de vales no mês.
Colocou Leandro na cama, sentou-se na sala tentando encontrar uma saída, sem nenhum motivo lembrou-se da sacola que estava do mesmo jeito no fundo de seu guarda-roupas. Abriu o envelope e quase teve um enfarto quando deu de cara com vários maços de notas de R$ 50,00 (cinquenta reais). Ficou tentando concatenar as idéias, contaria pra Gil o que havia encontrado? melhor não, pegaria apenas o suficiente para comprar os remédios e alimentação adequada para Leandro e no fim do mês colocaria o dinheiro no lugar. Não podia ficar com aquilo não lhe pertencia. Daria um jeito de assim que devolvesse o dinheiro colocar aquele pacote em qualquer lugar na loja para que o dono recebesse de volta.
Assim Margo no dia seguinte foi à farmácia, à mercearia e antes de ir pro trabalho deixou tudo pronto para Leandro em casa com instruções para que seus irmãos o medicassem e alimentassem na hora certa.
Levou uma das notas para o trabalho pois tinha visto um vestido lindo, de R$ 49,90, e como tinha o aniversário de 15 anos da filha da Suzi, na quadra da escola compraria, ia devolver mesmo o dinheiro, tinha certeza de pegar algumas notas emprestadas não faria mal a ninguém.
Chegou para o trabalho um pouco atrasada mas, diante da receita médica de Leandro, o Gerente abonou seu atraso.
Na hora de almoço, ligou para casa para saber notícias de Leandro, estava sem febre, tomou os remédios no horário e tinha comido pouco mas, pelo menos, comeu alguma coisa. Mais tranquila, apesar da noite mal dormida, Margo almoçou e feliz da vida foi experimentar o vestido, ficou lindo satisfeita com o que via no espelho, foi ao caixa pagar. A caixa registrou, pegou o dinheiro das mãos de Margo, olhou de um lado, olhou do outro, devolveu a nota pra Margo e pediu que aguardasse pois tinha dado um problema no caixa.
Margo ficou aguardando enquanto conversava, discretamente, com a balconista, distraída não viu nada de anormal até que João falou em seu ouvido para acompanhá-lo. Levou um susto com a proximidade e mais ainda com o tom de voz de João. Olhou em volta querendo entender mas as pessoas não pareciam estar percebendo nada. Com as pernas trêmulas e, os pensamentos mais contraditórios, foi caminhando bem devagar para a sala da segurança.

Espero que gostem da história de Margo.
ResponderExcluirDeixo claro que quaisquer semelhança com pessoas ou fatos reais terá sido mera coincidência.
Mamuska...se continuar assim vai virar escritora
ResponderExcluirmas vc merece...ficou muito show a história
e me deixou mega curioso no final...rsrs
bjs...espero o resto da história
Adorei a história, estou aguardando o próximo capitulo, ficou ótimo, rico em detalhes, continue assim vc será uma escritora famosa.
ResponderExcluirMil beijos.